quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Trivialidades tecnológicas

Algumas opções pela manhã: tomar café, banho, realizar pequenas limpezas, observar a vida virtual das outras pessoas, e tirar motivação para dar um jeito de melhorar a sua própria vida virtual. Mesmo tendo que voltar para o clichê, me sinto impelida, quase que obrigada a reclamar do meio que uso para me comunicar. Escrever um blog não é como escrever em caderno fechado, mas pode ser tão chato quanto. Por enquanto guardo minhas lamúrias e tento ultrapassar a faixa do impessoal, do profissional, do que esperam de mim, do que penso que esperam de mim, para começar a escrever alguma coisa que seja interessante e que faça o mínimo sentido público.

Facebook é um veneno que consumimos para nos livrar da monotonia de nossas próprias vidas. Alguns o utilizam para se promover - o que nem sempre conseguem, pois palavras também contribuem com sua parcela de traição - enquanto a grande maioria abre na página principal, scrolling down from top to the bottom, passando os olhos pela vida das pessoas à espera de uma foto, de um comentário, de um vídeo que as prendam por alguns minutos. Tenho uma meta que considero uma evolução no meu comportamento na internet: conseguir me livrar desse movimento contínuo, quase compulsivo, de parar o que eu estou fazendo para dar um confere.

Melhor que usar o Facebook é tentar escrever um blog. Tamos aí.



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